À medida que se aproxima o fim do ano, os profissionais responsáveis pela contabilidade de uma empresa começam a se preocupar. Afinal, é chegado o momento de elaborar a forma de apresentação do balanço empresarial e, principalmente, fazê-lo de acordo com as novas regras contábeis obrigatórias para todas as organizações – ditadas para o mundo todo desde 2001 pelas IFRS (International Financial Reporting Standard) e emitidas pelo IASB (International Accounting Standard Board), que aprimorou as Normas denominadas IAS/IFRS.
Apesar de já adotada por empresas de todos os tamanhos, muitos diretores financeiros ainda desconhecem a regulamentação determinada a partir das IFRS.
No Brasil, essas determinações foram fixadas pelas leis número 11.638, e 11.941, de 2007 e 2009, que substituíram a lei 6.404, no Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Além da desatualização de alguns profissionais, o não cumprimento da legislação também acontece porque, anteriormente, essa tarefa era de responsabilidade dos auditores que, por vezes, não realizavam a plena adequação.
É fundamental compreender, estar de acordo e aplicar integralmente as novas regras contábeis e então passar a elaborar e apresentar balanços empresariais mais transparentes. Assim, são transmitidas com assertividade as informações sobre a realidade dos patrimônios da organização. Importante frisar que as chamadas Demonstrações Contábeis são compostas por: Balanço Patrimonial; Demonstração do Resultado; Demonstração da Movimentação do Patrimônio Líquido, Demonstração dos Fluxos de Caixa e Notas Explicativas.
Por esse motivo, a área financeira das empresas deve se aproximar da área contábil. Além disso, também é importante que haja o acompanhamento de Profissionais de áreas específicas para que a empresa não venha a ser prejudicada em âmbitos jurídicos, contábeis e financeiros. Afinal, tal “atualização contábil” exige dedicação.
Abaixo, destacamos três importantes conceitos promulgados pelo IFRS. Veja:
1. Ajuste a Valor Presente
A lei de 2007 obriga a realização de ajustes de valores presentes no registro de escrituração contábil para demonstrar o valor real da operação na data de emissão do demonstrativo financeiro. Nessa determinação, são envolvidos elementos do ativo e do passivo, ou seja, bens e direitos da empresa e obrigações devidas, respectivamente.
2. Demonstração do Fluxo de Caixa
As informações sobre os fluxos de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa e as necessidades da entidade para utilizar esses recursos. Essa demonstração tem por objetivo apresentar os fluxos de caixa durante o período e são classificados por: (i) atividades operacionais, (ii) de investimento; e, (iii) de financiamento.
3. Impairment
A norma sobre o impairment, que na tradução literal significa deterioração, trata da redução do valor recuperável de um bem ativo. Em outras palavras, as empresas deverão avaliar anualmente se os ativos que geram resultados de caixa estão avaliados por seu valor recuperável. Sempre que houver projeção de geração de caixa em valor menor do que o comparado ao montante em que o ativo está registrado, será necessário fazer a baixa contábil da diferença.
O padrão também indica que a entidade está encarregada de avaliar a desvalorização de ativos ao fim de cada exercício social, já que com o cumprimento do impairment, há o aumento da transparência dos demonstrativos – conferindo mais segurança para investimento estrangeiro.
É fundamental que empresas de qualquer porte entrem em conformidade com as novas regras contábeis. Afinal, as mudanças foram ratificadas pelo próprio Conselho Federal de Contabilidade. A atenção também já deve estar em 2015, quando deve ser ajustada a aplicação das regras às novas determinações tributárias no IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, sustentadas pela lei 12.974, de 2014.
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