O Novo Parecer de Auditoria

agua25A relatividade das questões de Transparência

A imagem do Auditor Independente vem sendo abalada nos últimos 15 anos por conta de situações que colocam em dúvida a efetividade dos exames realizados pelos profissionais da área de auditoria independente.

Várias ações foram realizadas, causando sensíveis impactos na forma de elaboração dos trabalhos de auditoria, bem como na busca de alternativas para tornar a linguagem técnica contida no Parecer dos Auditores Independentes mais facilmente  entendível pelos usuários desse tipo de informação.

Sem dúvida alguma é importante frisar a importância que há na apresentação de demonstrações contábeis certificadas quanto sua forma de elaboração e apresentação por um profissional qualificado e com fé pública. Os relatórios são mais completos e visam atender a todos os possíveis usuários das informações sobre a Entidade que apresenta suas contas, expressadas pelo Balanço Patrimonial e as respectivas Demonstrações do Resultado, da Mutação do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa e, no Brasil às companhias abertas, do Valor Adicionado. Além das notas explicativas essenciais para a compreensão sobre a forma adotada na avaliação de ativos e passivos, detalhes de operações e outras informações essenciais ao perfeito entendimento desse conjunto de dados.

Há sempre uma atenção voltada para que essas demonstrações, apresentadas nesse conjunto, contenham a quantidade justa de informações. Não devem ser excessivas para não entediar o leitor, nem deixarem margem a dúvidas pela falta de informações.

As questões reclamadas pela maioria dos usuários dessas informações, entretanto, ocorre somente quando ocorre algum fato depreciativo ao investimento feito pelo usuário (normalmente aqueles acionistas que estão fora da gestão da Entidade).

A impressão que dá é que nenhum desses usuários faz o devido acompanhamento durante a formação de ativos de risco, desde que estejam recebendo seus dividendos, normalmente expressivos, anualmente ou que o valor patrimonial de suas ações garanta um retorno apreciável nas negociações realizadas.

Acredito, portanto, que o problema não está, de fato, na forma de elaboração e apresentação dos relatórios, de uma forma geral. Ele reside na facilidade com que algumas operações de risco são realizadas, apresentando ganhos irreais (ou imorais) desde sua formação. Há uma certa conveniência tácita entre os gestores, investidores e, por mais incrível que possa parecer, com as entidades reguladoras de mercado (que deveriam agir rapidamente exigindo maior transparência dos fatos, até para alertar o mercado quanto ao risco envolvido nessas operações).

O IFAC delegou ao IAASB (Comitê Internacional de Normas de Auditoria e Asseguração) uma revisão do parecer dos auditores independentes.

A notícia divulgando sobre esse Novo parecer de auditoria informa que será exigido dos auditores passem a inserir em seus pareceres opinião sobre “controles internos, continuidade e julgamento”.

Na realidade essas “novidades” já fazem parte dos trabalhos normais dos auditores. A diferença, aparentemente, é que o auditor passe a documentar esses trabalhos com maior detalhe para inseri-los no corpo de seu relatório. Muitos fatos, porém, podem ser extremamente delicados para serem apresentados, de forma resumida, situações complexas que ocorrem em cada Entidade. Nenhuma é igual a outra, ainda que estejam num mesmo segmento de negócio. Se assim fosse seria muito fácil sabermos em que atividade o investidor poderá ter maior retorno ou menor risco…

Os atuais relatórios de auditoria que tem uma redação “moderna” para apresentar as mesmas informações que sempre pautaram os trabalhos realizados por essa classe de Contadores Públicos Certificados não são suficientes para dar solução a essa questão.

Nossa recomendação é que os investidores passem a delegar a leitura dos relatórios a outros especialistas que possam, com maior propriedade, dar as devidas interpretações aos fatos relatados, inclusive avaliando o nível de risco que esse investidor, especificamente, está disposto a correr.

Outra impressão que me passa essas tentativas de mudança de redação e revelação do que foi detectado nesse possível aumento de escopo de trabalho (que exigirá, provavelmente, o uso de vários especialistas em áreas diversas do conhecimento), sirva apenas para justificar as decisões de governos que para resolver os problemas de má gestão de entidades financeiras decidiram buscar essas perdas junto aos seus cidadãos. Quase sempre aqueles que não têm capacidade para fazer esse tipo de investimento.

Certamente a complexidade e diversidade de interesses sobre esse tema devem promover um amplo debate entre todos os atores envolvidos.

Que tenhamos, enfim, Transparência. Nem maior nem menor; simplesmente TRANSPARÊNCIA.

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Boa sinalização para a economia

A notícia é muito boa para todos!

http://saracotear.blogspot.com.br/2012/11/o-dinheiro-que-grita-martha-medeiros.html

Espera-se que a redução das contribuições não afete programas na área da saúde, principalmente.

A redução do PIS e da COFINS na desoneração tributária a ser proposta pelo governo é estimada em R$ 18,3 bilhões.

Um grave problema na área tributária é a complexidade e diversidade de tributos e suas intrincadas formas de apuração de sua base de cálculo. Isso representa um enorme custo às empresas, bem como ao governo, que tem de administrar tudo isso, gerando, pela variedade de formas de interpretação do texto legal, enorme quantidade de lançamentos por parte da Receita, que ensejarão novos custos às empresas em processos de impugnação e recursos…

Tudo isso é parte importante na formação do “Custo Brasil”… Que nos torna inviáveis para nos desenvolver e, principalmente, para tornar nossas abundantes matérias primas em produtos manufaturados de alto valor agregado.

Tudo é parte de um grande e complexo conjunto de atribuição da cunha tributária justa.

Pelo jeito ainda levará algum tempo, até que isso seja levado em consideração.

Aguardamos ações também na área da reforma fiscal, já que o estado está ficando muito caro para todos.

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Autogeração de Energia

A questão da autogeração de energia vem crescendo no mundo todo. Por aqui, onde há uma fantástica abundância de luz solar na maior área do território brasileiro, é um verdadeiro desperdício não buscarmos as formas alternativas de usarmos essa energia, vinda de uma fonte inesgotável.

Abaixo mais uma notícia sobre essa possibilidade de geração. Claro que há riscos a serem avaliados. Para isso existem profissionais perfeitamente treinados para medir, avaliar e recomendar as formas de sua mitigação.

É recomendável que seja feita, ao menos, uma avaliação dos investimentos que seriam necessários para a instalação de fontes alternativas de energia (fotovoltaica, heólica, aquecimento solar, etc.).

Energia solar: escritório desliga fornecimento da distribuidora após instalar painéis fotovoltaicos:

Energia Solar Fotovoltaica
Sistema de microgeração renovável instalado pela Energia Pura atende 100% da demanda energética de escritório: “estou usando o sistema sem auxílio de energia da rede da distribuidora que, mandei desligar em dezembro de 2012” afirma o proprietário.

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A gestão e suas idiossincrasias

Supomos que uma norma estabelecida seja entendida e atendida igualmente por todas as pessoas. Afinal, a identificação dos sinais (texto escrito) é um dos pontos que diferenciam os humanos dos demais seres…

E, como diz o antigo adágio, ‘toda regra tem uma exceção’.  Esta suposição também não é uma regra absoluta; cada humano tem um modo particular de entender, interpretar e aplicar as mesmas regras.

Parece ser isto o que vem acontecendo com a fusão das empresas ALCATEL-LUCENT, a qual vem acumulando, sucessivamente, grandes prejuízos e volumosas perdas de recursos financeiros. Desde o momento de sua criação, em 2007.

Os membros do conselho de administração, insatisfeitos, parecem ter encontrado a ‘solução’. Irão trocar seu líder, com a justificativa de que “Liderança sempre tem prazo de validade.

O artigo do The Wall Street Journal, de Paris, mostra algumas das situações que vêm sendo enfrentada pela Empresa. Numa breve leitura do mesmo vamos balançando a cabeça… duvidando de que uma simples mudança na liderança possa resolver tamanha confusão na qual estão metidos.

Quando vejo esse tipo de situação faço uma avaliação íntima sobre o quê pode estar ocorrendo. Valho-me da natureza, em suas várias manifestações, para avaliar até que ponto é saudável, e usando uma palavra da moda, sustentável o crescimento contínuo de qualquer ente (animal, país, empresa, negócio, etc.).

Ainda que políticos gostem da palavra ‘crescimento’ (é só lembrarmos do PAC – “Plano de Aceleração de Crescimento”) devemos entender que a natureza admite que haja crescimento só até um determinado ponto. A partir do qual tudo se desfaz, se esfacela, se autodestrói.

O crescimento desenfreado, na ciência médica que trata das células, é chamado de Câncer…

A busca deve estar no Desenvolvimento Contínuo, nunca no ‘crescimento’…

Desenvolvimento e continuidade são a chave para o sucesso das pessoas e das empresas. Pensem nisso!

Voltando ao caso dessa mega fusão, observo que o contingente de pessoas que trabalham na organização estejam ‘tão preocupados’ em gerar receitas que se esqueceram de observar a regra básica para qualquer negócio. É preciso ter resultado positivo em cada negócio realizado.

Também é preciso entender que resultado positivo nem sempre significa ‘ganho de caixa’. É preciso conhecer a ciência empresarial; tão bem definida pela ciência contábil que distingue claramente os ingressos de caixa (financeiro) dos ingressos econômicos…

Falta, em meu modo simplório de ver, uma avaliação contábil mais profunda e – principalmente – mais corajosa para encontrar a solução.

Essa política de terrorismo ao corpo funcional poderá ser mortal pois, também como um conhecido ditado, “é melhor ficar cinco minutos de cara vermelha de vergonha do que a vida de cara amarela pela eterna agonia…”.

Num momento em que o mundo se prepara para iniciar uma linguagem de negócios universal falta, aparentemente, conhecimento mais profundo sobre a ciência que poderá ajudar a Empresa a encontrar seu caminho: a Contabilidade…

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O Leão, em 2013, será para todos…

As empresas vêm passando por constante evolução, por conta de atender as normas legais vigentes sobre questões de ordem tributária e contábil.

Já há algum tempo que os profissionais da área vêm estudando e repassando seus conhecimentos adquiridos para facilitar a vida de colegas e dos empresários em geral.

O próprio IFRS, IBRACON e o CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, divulgaram as novas normas a serem aplicadas às pequenas e médias empresas, bem como as regras necessárias às Microempresas e as de Pequeno porte (Res. 1418, de 5 de dezembro de 2012, que aprovou a ITG 1000).

Reproduzo o artigo elaborado pelo Professor ELENITO ELIAS DA COSTA, que trata de assunto muito importante para todos.

HORÓSCOPO LEONINO PARA 2013

“A regularidade contábil e jurídico-fiscal das empresas é uma questão de sustentabilidade e  continuidade no sentido latto”.

A Secretaria da Receita Federal do Brasil informa em alto e bom tom que irá proceder a um pente fino nas obrigações tributárias das empresas, especificamente nas pequenas empresas, universo maior das empresas do Nordeste, ONDE provavelmente encontrará diversas informações dicotômicas passíveis de sanções legais.
As empresas inseridas nesse universo e os profissionais de contabilidade que assessoram essas perfiladas empresas devem se preparar para receber as notificações eletrônicas com os respectivos DARF’s suplementares.
Há anos que a Receita Federal vem dando sinais que isso viria acontecer a qualquer tempo, principalmente no momento em que a arrecadação está em declínio e com os instrumentos tecnológicos implantados dando resultados que redundam em número crescente de indébitos fiscais.
Gestores e Contadores sabiam que isso iria acontecer, só não esperavam que fosse nesse momento, em que a economia e mercado estão nebulando o faturamento das empresas, e os profissionais de contabilidade ainda estão tentando se capacitar em face da adequação internacional da contabilidade, do CPC, e das inovações tecnológicas tributárias, onde muitos se perderam no caminho e outros nem sequer tentaram se capacitar.
Lamento que isso venha acontecer nesse hiato temporal, e que muitos não conseguiram se capacitar e nem se qualificar para esse momento, e que poderá tal fato implicar nos erros mais comuns da fiscalização leonina, tais como:
a) ERRO
b) DOLO
c) INCONSISTÊNCIA CONTÁBIL
d) GESTÃO FRAUDULENTA
e) LAVAGEM DE DINHEIRO
O maior gravame é que tais fissuras fiscais além de identificar empresas, atividade econômica, os responsáveis poderão responder por tais delitos, no aspecto civil, penal e criminalmente.
Espero que diante de tais evidências, gestores e profissionais de contabilidade estejam preparados para contestar ou mesmo buscar minorar o RISCO com informações, demonstrações e documentação proba e licita.

a) EMPRESA
– Recebeu um Diagnóstico Empresarial da sua contabilidade?
– Tem elaborado avaliações periódicas do seu Setor Fiscal?
– Tem recebido relatórios do Setor de Pessoal?
– Tem recebido relatórios do Setor de Produção?
– Tem recebido relatórios do Setor Financeiro?
– Tem recebido relatório do Setor de Cobrança?
– Tem avaliado as Demonstrações Contábeis e Financeira mensalmente?
– Tem avaliado o atendimento as obrigações tributárias face ao seu Controle Interno?
– Tem observado a transparência de sua Gestão com a Contabilidade?
– Há omissão de vendas na sua empresa?
– Há omissão de compra na as empresa?
– Há Estoque fictício na sua empresa?
– Há um passivo fictício na sua empresa?
– Há ativos fictícios na sua empresa?
– Há pagamentos de custos, despesas e obrigações com recursos que não adentraram na empresa?
– Há processos em abertos que não estão mensuradas na Contabilidade?
– Há sincronia racional dos fatos com a Contabilidade?
– Há valores retirados que não estão comprovados com documentação proba e licita?
– Há visível sonegação de encargos e obrigações trabalhistas e previdenciárias?
– Há um feed back conclusivo de uma análise fiscal e tributária de sua Contabilidade?
– Há fatos que identificam sonegação na sua DFC junto a seu Caixa?
– Há alguma conta corrente bancária da empresa que não está mensurada na sua Contabilidade?
– Há exportações/importações em processo não mensurado na Contabilidade?
– Tem as CND’s dos órgãos responsáveis atestando a sua regularidade jurídico-fiscal?
– Há confiança no profissional responsável pela sua Contabilidade?
– E DEMAIS.

b) CONTADOR

– Tem comprovada capacitação e qualificação face á Adequação Internacional da Contabilidade?
– Tem conhecimento da aplicação do CPC na contabilidade?
– Tem acompanhado todos os fatores que podem por e RISCO seu cliente?
– Tem demonstrado a seu cliente relatos que comprovem a necessidade de um Planejamento Empresarial?
– Tem controle de atendimento ás obrigações tributárias em perfeita sincronia com os Controles Internos da empresa cliente?
– Tem seguro profissional?
– Tem os setores fiscais e pessoal sob controle junto com a Contabilidade?
– Tem Contrato de Serviços que comprove o limite de sua responsabilidade?
– Tem emitido relatórios avaliativos para a empresa-cliente?
– Tem acompanhado o Controle de Estoque da empresa Cliente?
– Tem acompanhado o Controle de Custos e Despesas da empresa cliente?
– Tem acompanhado os processos e seus respectivos reflexos na Contabilidade?
– Tem registrado os fatos em livros fiscais, trabalhistas, sociais e contábeis?
– Tem acompanhado o Planejamento Tributário Por Elisão Fiscal da empresa cliente?
– Tem se mantido atualizado em face dos acontecimentos?
– Que sugestões dada a empresa cliente que agregou melhoria a sua gestão?
– E DEMAIS.

c) SOLUÇÃO
– Analisar o tamanho do RISCO que o espera.
– Procurar proceder a regularizações antes de qualquer ação fiscal.
– Se encontrar indébitos fiscais, retificar informação.
– Proceder a pagamento ou parcelamento das obrigações fiscais.
– Proceder a Depósito Recursal se buscar o Poder Judiciário.
– Rever a contratação de profissionais que possam lhe assessorar diante desse quadro?
– Retificar informações tributárias que possam lhe causar RISCO.
– E DEMAIS
Como podemos observar em face desse pequeno Check List, e sua real importância para ambas as partes, devendo os envolvidos priorizar a regularidade da gestão, evitando RISCO ao patrimônio da empresa e de seus responsáveis.
É fato que gestores e profissionais devem se questionar e buscar proceder da melhor modalidade possível, diante dos fatos que devem ser registrados em consonância com a aplicabilidade dos preceitos legais, que demonstrem transparência e controle interno.
Sabemos que muitas empresas e diversos profissionais estão limitados por diversos motivos, mas isso, não invalida a cobrança dos indébitos fiscais diante desse novo cenário.
Tenho escrito Artigos e editado Livros que tratam da necessidade de melhor capacitação na formação dos profissionais e isso é hoje uma necessidade, mesmo porque o RISCO pode atingir a qualquer um dos responsáveis.
Diante desse novo cenário, informo que a palavra mais digitada no presente artigo é a palavra RISCO, pois é verossímil.
Acredito que haja diversas outras informações que possam agregar valor a sua ação, que possa ainda ratificar a importância de adendos e seus suplementos, mas a inação ou omissão é altamente punitiva.
Lamento que empresas, gestores e profissionais deverão pagar um preço elevado por sua inépcia, negligência ou imperícia, mas o sistema não perdoa os incautos e os pune regularmente.

Autor: ELENITO ELIAS DA COSTA

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O Brasil precisa de mais Contadores e de mais Auditores

Há alguns anos já havia sido dado esse alerta por Stephen Kanitz, ainda quando escrevia na Revista Veja, no artigo: “A Origem da Corrupção“, em 1999. Ele comparava o Brasil a outros países, demonstrando a vergonhosa ‘rabeira’ na qual nos encontrávamos… E ainda nos encontramos, infelizmente!

O Estadão de hoje nos apresenta a gravíssima manipulação feita, ao apagar das luzes de 2012, na contabilização de “ilícitos (i)legais” para modificar o montante das receitas e, assim, “cumprir” com as metas fiscais estabelecidas.

Será que o Governo Brasileiro, assim como já revelaram seus líderes na conduta do partido, não tem nenhum respeito às normas e à ética?

Os detalhes dessa manobra, que deveria ser rebatida à altura pelos organismos que devem zelar pelas contas públicas e normas contábeis brasileiras, estão detalhadas no artigo de Adriana Fernandes, de O Estado de S. Paulo, Governo faz manobra para levantar R$ 16 bi e cumprir meta fiscal de 2012.

O mais interessante é que esse fato – que mina definitivamente qualquer credibilidade ainda existente no Governo – ocorre num momento em que os profissionais da área contábil vêm buscando reforçar a necessidade da implantação das chamadas “Boas Práticas” para fortalecer as empresas e o próprio país.

Sob o título de “Tripé: contabilidade, auditoria e transparência”, são reveladas as fraquezas que temos na prestação de contas anuais, a maioria sem contar com auditoria, ou com distorção dos tributos por decorrência das formas distintas que o Brasil proporciona (cobra-se Imposto de renda sobre receitas, por exemplo). Essa aparente “facilidade” tributária vem causando um grave dano à gestão das empresas, que deixaram de adotar a contabilidade como instrumento essencial para isso.

Ficamos em dúvida em continuarmos a recomendar o uso das ‘boas práticas’, quando vemos que a contabilidade do País vem sendo apresentada com manipulação de dados e situações. Em vez de “Contabilidade Criativa” o Governo passou a adotar a “Contabilidade Manipulativa”, levando todos ao descrédito dos dados apresentados e, principalmente, das informações governamentais sobre (por exemplo):

  • Investimentos realizados
  • Montante dos serviços de dívida
  • Valores transferidos para a área social, ou para a educação, ou para a saúde…
  • Montante da arrecadação dos tributos, continuamente crescente, e sem qualquer retorno à sociedade condizente com o efetivamente retirado da economia (não tem sido levado em consideração o custo administrativo dos tributos, ao qual qualquer empresa – independentemente ao seu tamanho – incorre)

Como manter o otimismo, indicando a Contabilidade como “Uma profissão com futuro promissor”, se não identificarmos que há punibilidade aos maus profissionais e aos maus gestores, independente de seu nível ou cargo que exerça?

Com a palavra, além das autoridades da área Econômica do Governo Federal, os organismos de controle da sociedade civil, especialmente formado pelos Conselhos dos Contadores (CFC), dos Advogados (OAB), dos Economistas (COFECON), dos Administradores (CFA), por exemplo.

Gostaria de contar, também, com a manifestação de todos os demais cidadãos que entenderem ser importante mantermos uma ação forte contra esse tipo de ato que nos enfraquece e debilita nossas instituições. Participe!

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Ferramenta para auxiliar na Gestão das Empresas

Até bem pouco tempo a maioria dos empreendedores conseguiam realizar de forma eficaz sua gestão baseando-se quase que exclusivamente em seu conhecimento pessoal sobre o seu negócio e na avaliação empírica sobre as várias situações que eram apresentadas.

Era perfeitamente possível prever, com certa segurança, as novas tendências do mercado em que atuava e, havendo ameaças, podia fazer correções de rumo à tempo de recuperar-se das perdas ocasionais.

A tecnologia colocada à disposição de todos, bem como a redução de nossos limites, fez com que os efeitos de globalização provocassem efeitos tão danosos quanto aqueles causados por inesperados tsunamis…

É importante, por isso, que o empreendedor, e os gestores de um modo geral, acompanhem os resultados de suas decisões continuamente; de modo a garantir que haja permanente agregação de valor econômico ao patrimônio da empresa.

Neste sistema que foi desenvolvido pelo Instituto Indicare, e com quem a Siqueira & Associados formou uma aliança estratégica, possibilita a apuração de uma grande quantidade de indicadores, que possibilitam, de forma visual, proporcionar a avaliação das decisões tomadas e possibilitar a recomendação mais adequada para melhoria da gestão da empresa.

Sem dúvida uma boa oportunidade para exercitar e afinar a qualidade das decisões gerenciais, que levam a empresa ao continuado sucesso!

Melhoria de Gestao Empresarial from SIQUEIRA & ASSOCIADOS Auditores e Consultores

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Um estudo sobre "Controle"

Interessante os aspectos etimológicos trazidos pelo Prof. Lino, quando aborda a questão do ‘controle como fiscalização’.

Já tem muito tempo que a necessidade de dotar de bons controles internos toda e qualquer organização deixou de ser apenas uma questão metafórica… O controle interno das entidades (públicas ou privadas), é a base mais segura para que possamos avaliar a qualidade das informações geradas pelo sistema em análise.

Na Internet encontramos algumas explicações, tais como: “dentro da engenharia e da matemática – trata do comportamento de sistemas dinâmicos. A saída desejada de um sistema é chamada de referência. Quando uma ou mais variáveis de saída necessitam seguir uma certa referência ao longo do tempo, um controlador manipula as entradas do sistema para obter o efeito desejado nas saídas deste sistema.” Ou: “uma das funções que compõem o processo administrativo. A função controlar consiste em averiguar se as atividades (Projetos atividades) efetivas estão de acordo com as atividades e seus projetos originais, que foram planejadas.

Na condição de auditor contábil fico mais confortável com a explicação apresentada para o processo administrativo. É nesse que buscamos avaliar os riscos inerentes aos processos existentes nas organizações, bem como a forma de asseguramos que o ambiente de controle oferece uma razoável segurança para que as demonstrações contábeis da entidade (bem como as demais informações elaboradas a partir desses sistemas) sejam apresentadas sem  distorções relevantes.

No link a seguir o inteiro teor do post do Prof. Lino: O CONTROLE COMO FISCALIZAÇÃO: uma metáfora sem conteúdo!

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Sem joint ventures, balanços encolhem

Faz algum tempo que vem sendo debatida a questão da melhor forma de consolidação das empresas que representam uma extensão da Companhia ou que, em conjunto com outras empresas, detém o controle.

Essas informações consolidadas representam mais apropriadamente as implicações que os negócios desenvolvidos em outras sociedades impactam naquela que detém o controle societário majoritariamente ou em conjunto com outras sociedades.

Essa condição está para ser modificada.

A partir de 2013 essas demonstrações financeiras deixarão de apresentar os dados da controladora com suas controladas em conjunto.

Ainda que não haja nenhuma modificação no lucro líquido e no patrimônio líquido da Controladora, essa decisão causa uma distorção relevante na formação das demais contas patrimoniais e do resultado.

É esperado que essas informações passem a ser detalhadas em notas explicativas, revelando dados da situação financeira e econômica da joint-venture.

Trata-se de uma questão que deverá receber maior atenção, visto que poderá passar despercebido eventual endividamento dessas sociedades que passam a ser reconhecidas apenas pelo método de equivalência patrimonial.

A notícia com maiores detalhes poderá ser conhecida no Blog do Professor MSc Marcos Assi, que traz a íntegra da notícia divulgada pelos jornais.

Espera-se que haja boas justificativas para a decisão que, conforme entendimentos de outros especialistas “não têm efeito caixa”, mas cuja capacidade de estrago nas contas pode muito bem ter efeitos imediatos sobre as ações das empresas.

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Ainda há quem ache feia a palavra "Governança Corporativa"…

Cada vez mais as empresas brasileiras, independentemente ao seu porte, estão adotando as Boas Práticas de Gestão para seus negócios.

Dentre essas práticas encontramos a Governança Corporativa como uma política de grande importância para dar a necessária trasnparência aos atos da administração das empresas, bem como estabelecer regras seguras de sustentabilidade e desenvolvimento.

Os executivos da Governança Corporativa são responsáveis pela orientação e balizamento do Conselho de Administração em suas normas ao Conselho Diretor. As ações praticadas devem ser acompanhadas e medidas, especialmente em relação ao fiel seguimento das normas legais, por auditores independentes que devem elaborar, regularmente seus relatórios de conformidade e comentários específicos.

O crescimento dos negócios das empresas levará, por consequência à internacionalização dos mesmos. É cada vez mais tenue o espaço para o sucesso que há às empresas que ainda mantêm uma gestão alienada das boas práticas.

As regras de contabilidade estabelecidas pelo IFRS (Normas Contábeis Internacionais) uniformizou a apresentação das empresas. A importância de apresentar suas demonstrações certificadas por Auditor Independente, que firmará sua opinião sobre a adoção dessas normas na elaboração e apresentação das mesmas, garantirá aos investidores e todos os demais usuários das informações apresentadas a relevância do negócio apresentado.

Estabeleça já formas para iniciar a adoção dessas “Boas Práticas”, instituindo uma Governança Corporativa que proporcionará um avanço seguro ao sucesso e, principalmente, à continuidade de seu empreendimento.

Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, veja matéria divulgada no link a seguir: Uma palavra feia que embeleza o balanço.

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