Trabalhei com empresas de controle definido em diferentes estágios de desenvolvimento e origens. Poderia classificar tais empresas em cinco grupos:

(1) Empresa que significava para a família um meio de sobrevivência. Uma plataforma para realização dos objetivos da unidade familiar;
(2) Empresa herdada;
(3) Empresa de capital aberto e controle familiar;
(4) Empresa de capital aberto e controle de um family office ou holding familiar;
(5) Empresa construída por empreendedor.

Em termos de faturamento tais empresas variavam de milhões a bilhões; em termos de cobertura, tanto regional como nacional e em termos de clientes, serviam desde pessoas físicas (B2C) à pessoas jurídicas (B2B).

A experiência formada foi muito ampla e rica. Adicionalmente, permitiu-me eliminar preconcepções erradas. A principal preconcepção é que empresas de controle familiar ou individual seriam invariavelmente não profissionais.

Quando pensamos em profissionalismo, somos remetidos aos seguintes elementos: conformidade técnica, prática, habilidades, padrões de conduta e retorno financeiro.

Nesse sentido, empresas profissionais são aquelas que se orientam pelo conjunto de elementos acima, aliados às práticas de governo que garantam sua perenidade e a consecução de seus objetivos.

Governança envolve direção e controle. Uma empresa profissional estrutura-se em torno de sete pilares de governança:

(1) Acionistas ou Sócios
São os portadores do poder econômico, sendo os proprietários da empresa.

(2) Estatuto ou Contrato Social
Trata-se do documento que estabelece seus objetivos, forma de governo e regulamento.

(3) Representantes dos Acionistas
Representantes dos acionistas são aqueles nomeados por eles para conduzirem os negócios da empresa, que podem ser Conselheiros (caso haja órgão de Conselho de Administração) ou diretamente a Gerência.

(4) Gerência
É o órgão formado por aqueles que gerenciam ou diferenciam uma empresa, sejam por indicação dos acionistas ou seus representantes.

(5) Órgãos Internos de Assessoramento/Aconselhamento
Tratam-se de órgãos que assessoram e aconselham os representantes dos acionistas ou a gerência. Um exemplo é o Conselho de Administração.

(6) Legislação e Regulamentos
Representado pelo conjunto de leis e regulamentos produzidos pelo poder Legislativo.

(7) Órgãos Externos Reguladores e de Supervisão
Representam os órgãos ou instituições responsáveis pela garantia que as leis e regulamentos estão sendo cumpridos.

O que tais órgãos estarão buscando garantir é que haja transparência e isenção no processo decisório, e que os responsáveis (pelas decisões) sejam imputáveis. Adicionalmente, a existência de conflito entre o poder econômico (interesse financeiro) e o poder político (gestão, decisório) é, de certa maneira, positivo. Governança, ao final, tem por objetivo a otimização do desempenho de uma organização, tomando-se em conta o ambiente regulatório e de concorrência.

E, o que tudo o acima tem relação com a empresa de controle familiar? Apenas que não é o tipo de acionista que controla a empresa que define seu grau de profissionalização e sim como tais acionistas conseguem segregar os interesses particulares daqueles da organização, ou ainda, o quão conseguem segregar as pessoas, física da jurídica!

Além de uma estrutura de governança sólida, a gestão de riscos é essencial para a perenidade organizacional.

A gestão de risco é, de certo modo, a “quantificação” de eventos que possam vir a se materializar conjugados com ações de mitigação. Essa “quantificação” é um exercício baseado na probabilidade.

Pode-se quantificar o risco utilizando modelos financeiros, histórico de ocorrências e mitiga-se pela transferência de risco. Um exemplo do primeiro é algo tão simples como a estimativa de um fluxo de caixa, enquanto que o segundo seria uma operação de hedge financeiro, que pode ser feita com o objetivo de fixar o preço de uma matéria-prima ou a cotação de uma moeda.

A gestão de riscos pode ser vista como uma perda de tempo e dinheiro – até que algo ruim aconteça. Quando a perda ocorre, busca-se encontrar responsáveis pelo ocorrido em si e pela falta de controle. No entanto, o principal, que seria a mitigação de riscos e a reação rápida à sua materialização, segue muitas vezes não endereçado.

Qualquer empresa está sujeita a vários tipos de riscos, apenas para citar alguns:

. Reputação: ameaça à imagem de produtos e marcas;
. Regulatório: envolvendo o cumprimento e a observância às leis ou ao marco regulatório;
. Recursos humanos: escassez de talentos ou turbulência na sucessão da liderança da empresa;
. Tecnologia: falhas operacionais em sistemas críticos ou falha na segurança;
. Mercado: desvalorização de ativos;
. País: político, social e econômico;
. Crédito e financiamento: inadimplência (de terceiros) ou falta de assegurar linhas de crédito para a continuidade do negócio;
. Desastres naturais: destruição ou incapacitação de prédios e unidades.

Claro que a gestão de risco tem um custo. Daí a necessidade de ser realista quando tomar a decisão de quais elementos serão utilizados para a mitigação dos riscos.

Um passo importante é desenhar uma matriz de riscos. Nesse documento lista-se os riscos existentes, bem como os controles mínimos a serem observados; quem é responsável pela sua execução e pelo controle, e com qual periodicidade.

Dentre os elementos de mitigação de risco que possam existir, alguns são de simples implementação e integram o que poderia se chamar de “sistema de controle interno” para qualquer organização de grande porte.

(1) Auditoria
Os escândalos envolvendo empresas auditadas frequentemente levam a questionamentos sobre a efetividade da auditoria. Ora, surpreende-se apenas quem não entende do que se trata o serviço de auditoria.

A responsabilidade de uma empresa de auditoria externa é aquela de dar uma opinião (parecer) sobre as demonstrações financeiras elaboradas pela administração. Para realizar isso, ela se apoia no sistema de controle interno existente na empresa, cuja confiabilidade irá definir o escopo (extensão) dos testes que por ela serão aplicados.

O trabalho da auditoria externa tem limites, pois é baseado em testes e não em reconstituição de todas as transações, e, ainda, não trabalha com a suposição da existência de fraude. Por fim, assume que as demonstrações são corretas e foram elaboradas de acordo com as boas práticas e que tudo que se sabe ou se conhece esteja ali refletido/retratado. De fato, a administração tem que assinar uma declaração nesse sentido, que é entregue aos auditores. Claro que a empresa de auditoria segue sendo responsável pela qualidade de seu trabalho, muito baseado na qualidade da supervisão, pois o trabalho de campo, por motivo de eficácia de custos, é realizado por pessoal menos experiente, mais barato.

Então, se auditoria não é sinônimo de garantia ou validação, por que fazê-la? Primeiramente, é importante ter em mente que existem passos anteriores à contratação de uma auditoria externa, que é a existência de uma contabilidade formal, bem como a existência de um controle interno em uso. Sem a existência de ambos, a auditoria perderá efetividade e se tornará proibitivamente cara.

Pressupondo que uma contabilidade formal e um sistema de controle interno existem, a auditoria externa integra um sistema de checks and balances, ou seja, é instrumental para dar ao conselho de administração tranquilidade para eximir os administradores de responsabilidades.

Além do serviço de auditoria externa, uma empresa pode – e deve – criar uma área de auditoria interna, também com o objetivo de reduzir os custos de horas gastas com a auditoria externa. Enquanto a auditoria externa estaria focada nas demonstrações financeiras, a auditoria interna estaria mais focada na conformidade (cumprimento) com as regras e os procedimentos e no controle interno. Além disso, a auditoria interna está (por sua proximidade e envolvimento no negócio) mais habilitada a identificar e prevenir fraudes do que a própria auditoria externa.

(2) Seguros
Compra-se seguro com o objetivo de transferir riscos. De fato, pode-se transferir vários tipos de riscos atualmente. O importante é mensurar o risco do ponto de vista de impacto sobre o negócio. Os riscos comumente cobertos são: property (riscos recaem sobre propriedades); liability (riscos contra a empresa); credit (riscos de inadimplência). Claro que as seguradoras irão dimensionar os riscos e, em função disso, estabelecer o prêmio a ser cobrado ou até mesmo declinar do risco.

(3) Uso de Instrumentos Financeiros
Contrata-se operações de hedging com o objetivo de buscar proteção ou limitação da volatilidade (ou perdas) a que uma empresa está sujeita. Claro que essa proteção, em grande medida, será dependente da análise que a empresa faça do movimento dos mercados em que opera ou depende. Existem as operações de hedge tradicionais e as, hoje famigeradas, operações de derivativos.

No hedge tradicional, busca-se proteção de movimentações adversas no preço de um ativo ou passivo, seja ele uma mercadoria ou matéria-prima ou moeda. Já os contratos de “derivativos”, como o nome indica, tem o seu valor derivado de outro, seja um ativo, índice, moeda ou taxa de juro.

Um exemplo comum é o swap cambial, que troca a variação cambial por CDI. Em ambos os casos, os instrumentos mais comuns são forwards (fixação de um preço futuro) e options (opção de compra ou venda em uma determinada data).

(4) Licenças
É praticamente impossível estar com as licenças (e/ou alvarás e atestados) atualizadas. Isso pelas seguintes razões: (a) são em grande número; (b) são obtidas em órgãos e níveis distintos (descentralizadas); e (c) prazo de renovação é curto. Por outro lado, estar em dia com essas obrigações significa, ao menos em teoria, que a propriedade e o negócio estão cumprindo com os requerimentos necessários para operar, assim mitigando riscos. A lista dessas licenças é ampla e pode ser agrupada, com objetivo a simplificação, em duas categorias: (1) Licenças Incidentes Sobre a Propriedade e Construção e (2) Licenças Incidentes Sobre a Exploração (Operação) do Negócio.

O recomendável é desenvolver controle completo das licenças. Nesse controle consta o risco envolvido e a responsabilidade da obtenção. Essa relação gera, igualmente, um checklist de acompanhamento em que se inclui a data em que vence a licença. Geralmente, existe um departamento na matriz que se ocupa de controlar isso enquanto a execução (obtenção) fica a cargo de despachantes e da própria área administrativa da loja (filial).

(5) Canais de Comunicação
Em situação de normalidade, o fluxo da comunicação é hierarquizado. É obrigação da gerência filtrar as informações recebidas, relatando aquelas que de alguma maneira possam afetar o negócio. Existe, no entanto, momentos em que essa comunicação pode falhar e informações importantes deixam de ser reportadas, privando a administração da empresa de antecipar-se a problemas que possam afetar o negócio financeiramente ou em sua reputação.

Em um negócio varejista, em que há um grande número de funcionários trabalhando em localidades diversas, existe a necessidade de criar-se um canal de comunicação que possa possibilitar aos funcionários serem ouvidos. Um bom canal de comunicação deve ser divulgado, prestar garantias ao usuário de proteção de sua identidade (ou não exposição) e, sobretudo, estar ligado a um órgão que analise e responda às comunicações. Esses canais podem envolver vários meios de contato: telefone, e-mail ou website dedicado.

O órgão responsável deve envolver membros de várias áreas (geralmente, no mínimo, do RH, do jurídico e alguém da presidência ou da diretoria), com reuniões periódicas para analisar as comunicações recebidas. Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimento, o órgão deve ter alçada para acionar a auditoria interna ou mesmo fazer uso de um consultor ou profissional externo.

Um canal de comunicação em uso crescente é o Comitê de Ética. Esse órgão lida com denúncias de vários tipos, desde aquelas ligadas à estratégia, bem como corrupção ou assédios moral e sexual. Não se trata de burocratizar a empresa, e sim evitar que a organização e sua administração, por desconhecimento, possam vir a ser enquadradas como coniventes com más práticas, irregularidades ou ilegalidades.

(6) Plano de Gerenciamento de Crises
Um plano de gerenciamento de crises não deve ser encarado como algo burocrático. Uma grande empresa necessita de um plano para lidar com situações que representem uma ameaça, que não possam ser antecipadas (surpresa) e que demandem resposta imediata. Exemplos de crises variam desde o fechamento de uma loja em razão de uma inspeção promovida por órgão do poder público a uma contaminação causada por mercadorias de produção própria ou um incêndio. O importante é manter as coisas simples.

Existem três aspectos básicos que devem ser cobertos e observados em todo plano de gerenciamento de crises, na ordem a seguir: (1) segurança física dos clientes, funcionários e entorno afetado; (2) segurança física da loja (ativos); e (3) comunicação à direção da empresa.

A comunicação é importante. No entanto, antes de se divulgar algo, os fatos devem ser apurados para que se evite a desinformação. Esse é o motivo pelo qual é necessária a coordenação com os órgãos responsáveis na empresa, antes de que se dê publicidade externa ao ocorrido. E a razão da simplicidade é para que as respostas/reações possam ser rápidas e, com isso, facilmente assimiladas (compreendidas) e colocadas em práticas.

 

ANTONIO CARLOS PEDROSO DE SIQUEIRA

 

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

NBC TDS e o novo paradigma do ESG: Implicações das Normas de Sustentabilidade na Estratégia Contábil e Tributária

Acadêmico Antonio Carlos

Pedroso de Siqueira

1. Introdução: O Marco Regulatório da Sustentabilidade no Brasil

A convergência das Normas Contábeis Brasileiras aos padrões internacionais de sustentabilidade atingiu um patamar crítico com a implementação das Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas para Divulgação de Informações sobre Sustentabilidade (NBC TDS). Este movimento, liderado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) em alinhamento com o International Sustainability Standards Board (ISSB), não representa apenas uma mudança burocrática, mas uma transformação profunda na forma como o valor corporativo é mensurado e comunicado ao mercado.

Historicamente, as informações de sustentabilidade eram tratadas em relatórios apartados, muitas vezes com caráter meramente institucional ou de marketing. Com as NBC TDS, o Brasil integra o grupo de nações que tratam o Environmental, Social and Governance (ESG) sob a ótica da materialidade financeira. Isso significa que os riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade devem agora ser reportados com o mesmo rigor, comparabilidade e auditabilidade que as demonstrações financeiras tradicionais, permitindo que investidores e stakeholders compreendam como esses fatores impactam o fluxo de caixa e a viabilidade do negócio a longo prazo.

2. Desvendando as NBC TDS 01 e 02: O Foco no ESG

O arcabouço normativo inicial sustenta-se em dois pilares fundamentais que espelham as normas globais IFRS S1 e S2. A NBC TDS 01 estabelece os requisitos gerais para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Ela exige que as entidades divulguem informações sobre todos os riscos e oportunidades de sustentabilidade que poderiam, razoavelmente, afetar as perspectivas da empresa. O foco aqui é a governança, a estratégia e a gestão de riscos, garantindo que o reporte não seja uma fotografia estática, mas uma análise dinâmica da resiliência do modelo de negócio.

Por outro lado, a NBC TDS 02 foca especificamente em divulgações relacionadas ao clima. Em um país com a matriz energética e a relevância ambiental do Brasil, esta norma ganha contornos estratégicos. Ela demanda a exposição de métricas sobre emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3) e como as mudanças climáticas podem impactar ativos físicos ou a cadeia de suprimentos. Para o profissional contábil, o desafio é traduzir ‘toneladas de carbono’ ou ‘estresse hídrico’ em termos de depreciação acelerada de ativos, provisões para contingências ambientais e ajustes no valor recuperável (impairment).

3. Implicações Tributárias: Onde o ESG Encontra o Fisco

Um dos aspectos menos explorados, porém mais impactantes das NBC TDS, é a sua interseção com o planejamento tributário e a conformidade fiscal. A transparência exigida pelo pilar de Governança (G) do ESG inclui, cada vez mais, a estratégia tributária como um indicador de responsabilidade social. Empresas que adotam práticas de ‘agressividade fiscal’ podem enfrentar riscos reputacionais e financeiros que agora devem ser evidenciados sob a ótica da NBC TDS 01.

No campo ambiental, as implicações são diretas. O governo brasileiro tem avançado em incentivos fiscais para empresas que demonstram práticas sustentáveis comprovadas. Exemplos práticos incluem:

  • Lei do Bem (Lei nº 11.196/05): a utilização de incentivos fiscais para inovação tecnológica voltada à sustentabilidade e redução de impactos ambientais.
  • Créditos de Carbono: a contabilização e o tratamento tributário da comercialização de créditos de carbono, que exigem uma segregação clara entre ativos intangíveis e receitas operacionais.
  • Tributação Verde: a possibilidade de redução de alíquotas de IPI ou ICMS para produtos com menor pegada ecológica, nos quais o reporte via NBC TDS serve como evidência de conformidade para o usufruto do benefício.

Além disso, a gestão de riscos climáticos (NBC TDS 02) pode influenciar a dedutibilidade de perdas. Se uma empresa não provisiona adequadamente riscos de desastres naturais em áreas de operação mapeadas como críticas, o Fisco pode questionar a tempestividade e a natureza dessas perdas quando elas ocorrerem, impactando o lucro real e a base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

4. Desafios Práticos na Implementação

A implementação das NBC TDS nas empresas brasileiras enfrenta obstáculos significativos, sendo o principal deles a integração de dados. Frequentemente, as informações de sustentabilidade residem em silos operacionais (engenharia, RH, jurídico) que não possuem a cultura de controle interno da contabilidade. O contador assume, portanto, o papel de ‘integrador’, estabelecendo processos que garantam que um dado de emissão de CO2 seja tão confiável quanto uma nota fiscal de venda.

Outro desafio reside na subjetividade das estimativas. Diferente da contabilidade histórica, o reporte de sustentabilidade é prospectivo. Determinar o impacto financeiro de uma mudança na legislação ambiental daqui a cinco anos exige modelagem de cenários complexos. Para as pequenas e médias empresas (PMEs) que compõem a cadeia de suprimentos de grandes companhias abertas, a pressão será indireta, mas intensa: elas precisarão fornecer dados de Escopo 3 para que seus clientes possam cumprir as NBC TDS, sob risco de serem excluídas de contratos de fornecimento.

Exemplo prático: uma indústria de celulose que utiliza a NBC TDS 02 identifica que 20% de suas áreas de plantio estão em zonas de alto risco de seca severa até 2030. Essa informação obriga a empresa a revisar a vida útil econômica desses ativos e a considerar investimentos em irrigação, cujos juros de financiamento podem ser dedutíveis, alterando o planejamento fiscal de longo prazo.

5. Conclusão: A Sustentabilidade como Ativo Estratégico

As NBC TDS marcam o fim da era do ‘relato voluntário’ e o início da era da ‘transparência obrigatória’. Para os profissionais de contabilidade e auditoria, esta é uma oportunidade sem precedentes de elevar o status da profissão de guardiã de livros para conselheira estratégica. A capacidade de conectar métricas ESG a impactos tributários e financeiros será o grande diferencial competitivo nos próximos anos.

Olhando para o futuro, espera-se que a Receita Federal e outros órgãos reguladores passem a utilizar os dados das NBC TDS como base para fiscalizações e concessão de regimes especiais. O ESG deixou de ser uma pauta ética para se tornar uma pauta de solvência e eficiência fiscal. As empresas que encararem estas normas apenas como um custo de conformidade perderão a chance de otimizar sua carga tributária e atrair capital de baixo custo. A contabilidade, munida das NBC TDS, é agora a linguagem universal que traduz o propósito ambiental em valor econômico sustentável”.

Artigo pelo Acadêmico Antonio Carlos Pedroso de Siqueira

Membro da Academia de Ciências Contábeis do Paraná – Cadeira 6

 As informações e opiniões manifestadas neste artigo são de inteira responsabilidade dos autores, e não necessariamente são endossadas ou refletem posições do CRCPR ou da ACCPR. 

Share
Publicado em Auditoria, Boas práticas, Economia sustentável, Gestão de riscos, Tecnologia, Transparência | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

Acadêmico Antônio Gonçalves de Oliveira

“A contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das organizações. Por meio desse controle e do acesso aos dados gerados pela escrituração, a contabilidade se torna uma fonte permanente de informações úteis, fidedignas, compreensíveis, tempestivas, comparáveis e verificáveis. Essas informações subsidiam a tomada de decisão, com o objetivo de garantir o retorno esperado pelos ‘acionistas’.

Embora essa definição priorize a aplicação da contabilidade no ambiente corporativo empresarial, a contabilidade também é essencial no setor público, que, segundo o Banco Central, representou 61,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024. Assim, pode-se afirmar que a contabilidade é essencial tanto para a gestão e geração de resultados e retornos para os sócios/acionistas do setor privado, quanto para a gestão e geração de retornos, por meio de políticas públicas, para os “acionistas” dos órgãos e entidades do setor público.

No setor privado, os acionistas buscam o retorno de seus investimentos a partir da valorização de suas ações e do recebimento de juros sobre o capital próprio e dividendos. No âmbito público, o povo é o ‘dono/proprietário’ do setor. Ou seja, é dono da coisa pública que existe a partir da integralização dos tributos pagos ao Estado. Como proprietário da respública*, o povo exige o retorno dessa integralização na forma de políticas públicas de saúde, educação, segurança, habitação, entre outras.

Mas qual o papel da governança nessa simbiose entre contabilidade, organizações empresariais e setor público? A governança corporativa, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), atua como um sistema formado por princípios, regras, estruturas e processos pelos quais as organizações são dirigidas e monitoradas. Esse sistema visa à geração de valor sustentável para a organização, para seus sócios e para a sociedade em geral.

No âmbito público, a governança é denominada governança pública, ou governança aplicada ao setor público, e é definida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como o conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a atuação da gestão. Esses mecanismos visam à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade.

Para serem efetivas, a governança corporativa e a governança pública dependem da observância dos princípios comuns que as norteiam, como accountability, equidade, integridade, transparência e responsabilidade. Além disso, dependem da atuação da contabilidade na geração de informações úteis que sustentam a efetividade dos princípios e mecanismos da governança.

Dessa forma, a contabilidade, como ciência, possui técnicas e mecanismos essenciais para a materialização tanto da governança corporativa quanto da governança pública. Esse papel gera benefícios para os acionistas, que buscam o retorno na forma de lucros gerados pela atividade empresarial, e, no caso da governança pública, na forma de políticas públicas efetivas para a melhoria da vida do povo, ‘proprietário’ da coisa pública.”

Artigo por Antônio Gonçalves de Oliveira – Acadêmico da Academia de Ciências Contábeis do Paraná. FORMAÇÃO ACADÊMICA/TITULAÇÃO Doutor em Engenharia de Produção – Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC.  Mestre em Administração de Empresas – Universidade Presbiteriana Mackenzie, MACKENZIE.  Especialista em Negócios Internacionais – FAE Em Convênio Com A USP, FAE/FIA/USP. Especialista em Finanças – Faculdade Católica de Administração e Economia, FAE. Bacharel em Ciências Contábeis (Contador) – Universidade Federal do Paraná, UFPR.  Bacharel em Direito (Advogado) – Faculdade Dom Bosco, FDB.  PRINCIPAIS DESTAQUES NA ATUAÇÃO PROFISSIONAL

  • Coisa pública.

Fonte: https://www3.crcpr.org.br/crcpr/noticias/artigo-antonio-goncalves-de-oliveira-fala-sobre-a-contabilidade-e-a-governanca-corporativa-e-publica

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

Origem: (912) Webmail CentralServer :: Caixa de entrada

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

Novo estudo da IFAC expande insights sobre divulgação e garantia de sustentabilidade para além do G20

Dados do Sul Global Demonstram a Necessidade de Requisitos de Divulgação de Linha de Base Global do ISSB, bem como Garantia de Escopo Mais Amplo

(Nova York, Nova York, 20 de setembro de 2023)

Uma nova pesquisa da Federação Internacional de Contadores (IFAC) expande seus dados de divulgação e garantia de sustentabilidade para 20 jurisdições adicionais além do G20 relatado anteriormente. O novo relatório, The State of Play: Beyond the G20, se concentra no Sul Global com dados de três jurisdições da América Latina, seis na África e Oriente Médio e quatro na região Ásia-Pacífico, bem como seis economias de menor porte dentro do Espaço Econômico Europeu e Suíça.

O CEO da IFAC, Kevin Dancey, disse: “Quando visto na íntegra, a série de relatórios State of Play agora fornece dados sobre as práticas de mercado atuais de quase 2.000 das maiores empresas listadas na bolsa de valores em quarenta e duas jurisdições durante o período de 2019 a 2021. Essa lente mais ampla sobre divulgação e garantia deixa ainda mais claro que ainda estamos nos estágios iniciais da jornada para fornecer aos investidores e outras partes interessadas informações de sustentabilidade consistentes, comparáveis, úteis para decisões e garantidas que sejam tão confiáveis quanto as informações financeiras.

Embora os dados mostrem uma tendência de aumento na incidência de assurance (garantia), o escopo de asseguração que está sendo obtido pelas empresas está diminuindo. Além disso, é evidente a fragmentação em termos de qual padrão de garantia é usado. A norma de garantia de sustentabilidade recentemente proposta pelo International Auditing and Assurance Standards Board — International Standard on Sustainability Assurance 5000 — aborda essas duas questões. O Conselho Internacional de Ética para Contadores também está trabalhando para melhorar a independência e os requisitos éticos para apoiar a garantia de alta qualidade.

À medida que governos, reguladores e formuladores de políticas em todo o mundo estão voltando sua atenção para os novos requisitos de sustentabilidade, a IFAC está conduzindo esta e outras pesquisas para ajudar a aumentar a conscientização sobre a necessidade de informações de sustentabilidade de alta qualidade e promover decisões políticas e regulatórias baseadas em evidências, ambas alinhadas com seu compromisso com a adoção de padrões ISSB e a Estrutura de Parceria do ISSB.

Conclusões importantes adicionais

• 89% das empresas analisadas relataram alguma informação ESG em 2021, com 48% dessas empresas recebendo algum nível de garantia.

• A divulgação de sustentabilidade – tanto no G20 quanto fora do G20 – ainda é uma “sopa de letrinhas” de padrões e estruturas. No entanto, este estudo encontrou mais conectividade entre sustentabilidade e informações financeiras, com apenas 19% das empresas confiando em relatórios de sustentabilidade independentes, em comparação com 50% para o G20 (conforme relatado no The State of Play: Sustainability Disclosure & Assurance 2019-2021, publicado em parceria com a AICPA-CIMA).

  • As taxas de asseguração subiram de 37% para 48%, mas os trabalhos abrangem um conjunto restrito de tópicos. Especificamente, a garantia de escopo mais amplo caiu de 74% em 2019 para 64% dos contratos em 2021.
  • A maioria dos trabalhos de asseguração foi conduzida por empresas de auditoria – 62% dos trabalhos de asseguração em 2021.
  • 81% desses trabalhos de asseguração aplicaram a Norma Internacional de Asseguração 3000 do IAASB.

Sobre o IFAC

IFAC é a organização global para a profissão de contabilidade dedicada a servir o interesse público, fortalecendo a profissão e contribuindo para o desenvolvimento de economias internacionais fortes. A IFAC é composta por 180 membros e associados em mais de 135 jurisdições, representando milhões de contadores profissionais na prática pública, educação, serviços governamentais, indústria e comércio.

Contato: Jennifer DiClerico

Diretor de Comunicação

+1-212-286-9344 ou jenniferdiclerico@ifac.org

Meus comentários: Entendo que tanto administradores, como gestores e profissionais das áreas de administração, contabilidade e auditoria tem necessidade de ampliar permanentemente seus conhecimentos e encontrar eco às suas necessidades nas atividades junto às organizações de variadas atividades.

Por isso, não hesite! Em caso de dúvidas faça contato com o IFAC, diretamente, ou com o signatário da presente.

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

Entrevista com dirigente e administrador do IBRACON

Assessor jurídico e superintendente do Instituto foram entrevistados

No dia 18 de setembro, o Ibracon – Instituto de Auditoria Independente do Brasil foi destaque na matéria do Valor Econômico “Especialistas debatem as propostas da CPI”, de autoria dos jornalistas Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro.

A publicação traz a proposta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Americanas de implementar quatro projetos de lei para aprimorar o mercado de capitais, garantir proteção ao aos informantes que denunciarem irregularidades em empresas privadas, ampliar os poderes e responsabilidades das auditorias independentes e criar um novo tipo penal que puna corrupção privada. A intenção é punir fraudes e evitar novos escândalos empresariais.

O assessor jurídico do Ibracon, Sergio Varella Bruna, critica a responsabilização igual para auditores que não detectaram a fraude e diretores que a cometeram. “O auditor não tem poder de direção e nem é um cão farejador. É um terceiro, que não tem poderes investigatórios, não consegue forçar alguém a dar um documento nem tomar depoimento de quem não queira prestar informações. A responsabilidade do auditor é de outra natureza, não se deve misturar” diz ele.

Em relação ao outro projeto que amplia os poderes das auditorias externas e permite que obtenham, junto ao Banco Central, informações sobre operações de crédito contratadas pelas SAs, sociedades de grande porte ou fundos de investimento, o superintendente do Ibracon, Marco Aurelio Fuchida, diz que a alteração é positiva e vai na linha do que já é negociado com o Banco Central. “Não seria simplesmente a companhia entregar um relatório e eu acreditar, teria a confirmação do Banco Central de que o relatório é verdadeiro”, explica.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. É preciso ser assinante do Valor Econômico.

Por Comunicação Ibracon

Nosso objetivo na divulgação da entrevista decorre da importância dos temas tratados, especialmente com o que se espera da dirigentes e administradores empresarias, bem como os auditores independentes contratados e responsáveis pela certificação das demonstrações contábeis apresentadas ao mercado.

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

Confiança, corrupção e desenvolvimento sustentável são questões interligadas na atitude do público em relação aos impostos

Origem: Webmail :: Trust, Corruption and Sustainable Development Are Interconnected Issues in Public’s Attitude Towards Tax

Pela relevância, importância e circunstâncias atuais de nosso país e do próprio continente sul-americano, entendemos ser adequada a apresentação deste texto divulgado pelo IFAC. Estamos ao dispor para esclarecimentos se julgados necessários.

Antonio Carlos Pedroso de Siqueira

Os contadores continuam sendo os atores mais confiáveis em impostos de acordo com a pesquisa global bienal ACCA, IFAC e CA ANZ.

(Nova Iorque, Nova Iorque, 13 de setembro de 2023)

A pesquisa Public Trust in Tax, que entrevistou 7.700 membros do público em todo o mundo, mostra que os contadores têm um papel importante a desempenhar no combate à corrupção, que impacta negativamente nas atitudes em relação aos impostos nas economias em todo o mundo.

Os resultados mostram que 53,8% consideram a corrupção um fator importante, no entanto, a maioria das pessoas acredita que o papel dos contadores profissionais contribui para melhorar os sistemas tributários, tornando-os mais eficientes (59%), mais eficazes (57%) e mais justos (55%).

As conclusões seguem a ACCA (Associação de Contadores Certificados), a IFAC (Federação Internacional de Contadores) e a CA ANZ (Contadores Certificados da Austrália e Nova Zelândia) expandindo sua pesquisa bienal G20 Public Trust in Tax – que desta vez omitiu a Rússia e incluiu a Nova Zelândia – para abordar não apenas a corrupção, mas também as questões de desenvolvimento sustentável e corrupção.  e como esses dois se interconectam com a confiança no sistema tributário. Os resultados são claros.

A corrupção tem um impacto significativo nas atitudes em relação aos impostos nas economias em todo o mundo, com mais da metade dos entrevistados do G20 citando-a como um fator importante.

Ao mesmo tempo, 68% dos entrevistados nos países do G20 veem pelo menos alguma conexão entre impostos e desenvolvimento sustentável, e 57% estariam dispostos a pagar mais impostos para apoiá-lo.

Neste contexto, os elevados níveis de confiança nos contabilistas profissionais são mais importantes do que nunca. Os resultados mostram que eles continuam sendo a parte interessada mais confiável em impostos em todos os países do G20, como tem sido o caso em todas as pesquisas bienais do G20 Public Trust in Tax desde que a iniciativa começou em 2017.

Kevin Dancey, CEO da IFAC, diz: “O impacto da corrupção na confiança fiscal tem sido um tema emergente em nossas pesquisas recentes, particularmente em nosso relatório Perspectivas Globais de 2022, que se concentra em jurisdições fora do G20. Agora, pela primeira vez, temos dados específicos sobre esse ponto, e os resultados são esclarecedores. Juntamente com a confiança contínua nos contadores profissionais e novos dados adicionais sobre visões sobre o desenvolvimento sustentável, a percepção sobre as importantes interconexões entre essas questões está começando a ser vista.”

Helen Brand, presidente-executiva da ACCA, diz: “Ao longo dessas pesquisas, o desconforto público sobre como o dinheiro dos impostos é gasto tem sido um tema constante nos comentários dos entrevistados. A percepção de corrupção é uma barreira clara ao engajamento com o sistema tributário. Os contabilistas têm um papel central a desempenhar no combate à corrupção, trazendo transparência e responsabilidade para a cobrança e a despesa de impostos nos setores público e privado.»

Ainslie van Onselen, CEO da Contadores Certificados da Austrália e Nova Zelândia (CA ANZ), diz: “Como líderes na profissão de contabilidade global, estamos orgulhosos de ver os altos níveis sustentados de confiança nos contadores profissionais, que é duramente conquistada, mas facilmente perdida. É vital que trabalhemos constantemente para manter e ganhar confiança através de nossas ações individuais e coletivas. Agora, mais do que nunca, a relação entre contribuintes, empresas e governos deve ser fortalecida para fornecer segurança e segurança para nossas sociedades e economias mais amplas e esperamos continuar a nos envolver com as principais partes interessadas para impulsionar a confiança nos impostos e a confiança em nossa profissão.”

A pesquisa revela as atitudes e opiniões do público em geral em relação aos seus sistemas tributários e os atores envolvidos neles. As principais conclusões indicam que:

  • A confiança nas principais partes interessadas melhorou na maioria das regiões, mas ainda existem variações significativas;
  • As pessoas veem os sistemas tributários como um mecanismo de mudança positiva, mas estão preocupadas com a corrupção;
  • As pessoas geralmente pensam que os níveis de impostos pagos são razoáveis.

A pesquisa deste ano é lançada em 14 de setembro em um evento online organizado pela IFAC, ACCA e CA ANZ. Inscreva-se aqui.

Notas do Editor

O estudo é baseado em uma pesquisa online, realizada no segundo trimestre de 2023, com mais de 7.700 indivíduos em todos os países do G20, exceto a Rússia, além da Nova Zelândia. A amostra em cada país é equilibrada por dados demográficos com base em dados censitários, incluindo idade (visando indivíduos em idade de pagar impostos), educação, sexo, etnia, níveis de renda familiar e localização geográfica dentro do país.

Leia o relatório aqui

Sobre o IFAC

IFAC é a organização global para a profissão de contabilidade dedicada a servir o interesse público, fortalecendo a profissão e contribuindo para o desenvolvimento de economias internacionais fortes. A IFAC é composta por 180 membros e associados em mais de 135 jurisdições, representando milhões de contadores profissionais na prática pública, educação, serviços governamentais, indústria e comércio.

Sobre a ACCA

Somos a ACCA (Associação de Contadores Certificados), um organismo de contabilidade profissional reconhecido globalmente que fornece qualificações e avança nos padrões de contabilidade em todo o mundo.

Fundada em 1904 para ampliar o acesso à profissão contábil, há muito tempo defendemos a inclusão e hoje orgulhosamente apoiamos uma comunidade diversificada de mais de 247.000 membros e 526.000 futuros membros em 181 países.

Nossas qualificações voltadas para o futuro, aprendizado contínuo e insights são respeitados e valorizados pelos empregadores em todos os setores. Eles equipam os indivíduos com a experiência em negócios e finanças e julgamento ético para criar, proteger e relatar o valor sustentável entregue por organizações e economias.

Guiados por nosso propósito e valores, nossa visão é desenvolver a profissão contábil que o mundo precisa. Em parceria com formuladores de políticas, normatizadoras, a comunidade de doadores, educadores e outros órgãos de contabilidade, estamos fortalecendo e construindo uma profissão que impulsiona um futuro sustentável para todos.

Saiba mais em: www.accaglobal.com

Sobre a Associação de Contadores Certificados da Austrália e Nova Zelândia

A Associação de contadores Certificados da Austrália e Nova Zelândia representa mais de 136.000 profissionais financeiros, apoiando-os a fazer a diferença para as empresas, organizações e comunidades em que trabalham e vivem. Os Contabilistas Certificados são conhecidos como “Difference Makers”. A profundidade e a amplitude de sua experiência os ajudam a ver o panorama geral e traçar o melhor curso de ação. Saiba mais em www.charteredaccountantsanz.com.

Contato:

Jennifer DiClerico

Diretor de Comunicação

+1-212-286-9344

jenniferdiclerico@ifac.org

Share
Publicado em Auditoria, Boas práticas, Contabilidade, Economia, Economia sustentável, Finanças, Gestão, Gestão de riscos, Tributos | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Origem: Internacional: IASB busca insumos para revisão da Norma sobre Receita – Ibracon

Repassando a todos que, eventualmente, tenham interesse em contribuir com a elaboração da norma sobre Receita.

O International Accounting Standards Board (IASB) solicita que as partes interessadas reforcem sua revisão da Norma de Contabilidade IFRS para receitas de contratos com clientes, a IFRS 15.

A Norma Contábil foi desenvolvida em conjunto com o Conselho de Normas de Contabilidade Financeira dos EUA e entrou em vigor em 2018. Ela foi criada para melhorar a qualidade e a comparabilidade das informações de receita fornecidas aos investidores em todo o mundo.

A IFRS 15 introduziu uma estrutura abrangente e robusta para o reconhecimento, mensuração e divulgação de receitas que se aplica a uma ampla gama de transações e setores. A Norma estabelece uma abordagem única e coerente para reconhecer e medir as receitas que fornece informações úteis aos investidores sobre a natureza, o montante, o calendário e a incerteza das receitas e dos fluxos de caixa decorrentes dos contratos de uma empresa com os clientes.

Como parte do processo usual de revisão pós-implementação (PIR) do IASB para as Normas de Contabilidade, ele avaliará se os requisitos estão funcionando conforme o esperado.

“Encorajamos as partes interessadas a compartilhar evidências sobre se a IFRS 15 está atingindo seu objetivo, sobre a compreensibilidade da Norma e sobre os custos e benefícios de aplicá-la” disse Andreas Barckow, presidente do IASB.

Um PIR de uma Norma Contábil não leva automaticamente à definição de normas. Depois de analisar o feedback das partes interessadas e as evidências das atividades de divulgação e pesquisa, o IASB determinará se e quando realizar a definição de normas. O Pedido de Informação Revisão Pós-implementação da IFRS 15 – Receita de Contratos com Clientes está aberto para comentários até 27 de outubro de 2023.

Fonte: Comunicação IFRS

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

IFAC lança a segunda parcela da série de suporte à implementação para pequenas empresas nos padrões de gerenciamento de qualidade do IAASB

Hoje, a Federação Internacional de Contadores (IFAC) lançou a segunda parte de uma série de publicações em três partes para ajudar as práticas de pequeno e médio porte a implementar os padrões de gerenciamento de qualidade do International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB). Parcela Dois: Desenvolvendo um Plano Detalhado de Implementação fornece uma abordagem passo a passo para identificar seus objetivos de qualidade; concluir seu processo de avaliação de risco de qualidade; identificar respostas existentes, ou criar novas, para esses riscos de qualidade; e implementar, documentar e comunicar seu sistema de gerenciamento de qualidade.

Parcela Dois também:

Aborda os oito componentes da Norma Internacional do IAASB sobre Gestão da Qualidade 1, Gestão da Qualidade para Empresas que Realizam Auditorias ou Revisões de Demonstrações Financeiras, ou Outras Garantias ou Serviços Relacionados;
Contém um exemplo de estudo de caso para ilustrar a transição da Norma Internacional sobre Controle de Qualidade 1, Controle de Qualidade para Empresas que Realizam Auditorias e Revisões de Demonstrações Financeiras e Outros Serviços de Garantia e Serviços Relacionados; e
Inclui vários auxílios de documentação que cobrem a independência, aceitação e continuidade de clientes e trabalhos, recursos e consultas externas, bem como uma lista de verificação de amostra para revisões de qualidade do trabalho.
A parcela Uma das séries abordou a mudança de mentalidade exigida pelos novos padrões e a mudança de foco do controle de qualidade para o gerenciamento de qualidade. A Parcela Três, prevista para o final deste ano, cobrirá o monitoramento e a correção. Esta série junta-se à coleção de recursos disponíveis da IFAC que suportam a implementação da gestão da qualidade, incluindo webinars, artigos e vídeos, bem como os guias de implementação inicial do IAASB, todos disponíveis em ifac.org/qualitymanagement.

A IFAC reconhece e agradece o feedback dos representantes do Grupo Consultivo de Práticas de Pequenas e Médias e Médias Empresas da IFAC e do Fórum de Empresas no desenvolvimento da série.

Sobre IFAC
A IFAC é a organização global da profissão contábil dedicada a servir o interesse público, fortalecendo a profissão e contribuindo para o desenvolvimento de fortes economias internacionais. A IFAC é composta por 180 membros e associados em 135 jurisdições, representando mais de 3 milhões de contadores em prática pública, educação, serviço governamental, indústria e comércio

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário

Um Guia Global para Profissionalização em Finanças do Setor Público | IFAC

Origem: Um Guia Global para Profissionalização em Finanças do Setor Público | IFAC

O esforço para implementar reformas de gestão das finanças públicas (GFP) requer profissionais qualificados , competentes e capazes , que são tão críticos para uma GFP forte quanto estruturas, sistemas e processos eficazes A profissionalização da força de trabalho é um dos aspectos mais importantes da jornada de GFP mas menos abordado. 

Um Guia Global para Profissionalização em Finanças do Setor Público , um relatório conjunto da IFAC e da ACCA define a profissionalização especificamente no contexto das finanças do setor público. O guia define os benefícios da profissionalização e oferece um roteiro de alto nível e exemplos para apoiar as boas práticas globais. 

Baixe o guia completo em pdf abaixo, incluindo estudos de caso da Tanzânia, Reino Unido, Chipre, Malásia Filipinas Paquistão Explore uma jornada interativa para a profissionalização no  site da ACCA.

Minha opinião:

Entendo ser muito importante a todos nós, cidadãos das várias cidades espalhadas pelo mundo, conhecer essas normas e observar com rigor, seu perfeito cumprimento pelos gestores públicos.

Já não há mais espaço para a “Democracia Representativa”. Temos obrigação de exigir a aplicação da “Democracia Participativa“, onde todos são igualmente responsáveis.

Share
Publicado em por Siqueira | Deixar um comentário