Gerenciando os Riscos do seu Negócio

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Fonte da imagem: pixabay.com

O economista Frank Knight tem uma boa definição sobre este tema. Para ele, risco é diferente de incerteza, o primeiro é mensurável, ao contrário da incerteza, que não pode ser medida.

Riscos fazem parte da vida e dos negócios.  Diante disso o máximo que podemos fazer é gerenciá-los através de medidas pontuais.

No mundo empresarial é fundamental que o líder tenha uma visão diligente sobre as possíveis ameaças ao seu negócio e principalmente tenha um plano de ação para a gestão eficaz dos riscos.

Quando pensamos em riscos existem duas possibilidades: O ambiente externo global, com situações que fogem ao controle, mas que podem ser minimizadas, se identificadas como potenciais definidas em reuniões estratégicas de planejamento de cenários.  Por exemplo, a redução do PIB chinês; as mudanças climáticas e a crise entre Rússia e Ucrânia, para ficarmos apenas nos mais recentes, podem trazer vários tipos de riscos e oportunidades a determinados setores. Esses fatos podem impactar as atividades do país e consequentemente do seu segmento de negócios.

Do outro lado, existem os riscos internos da empresa, mais facilmente controláveis e com maior probabilidade de ocorrência, nem sempre identificados e analisados pelos  gestores. A falta de segurança sobre os dados gerados e de avaliação dos controles internos (administrativos, financeiros, fiscais, contábeis, patrimoniais, etc.), para ficarmos apenas nos mais comuns, sujeitam as empresas a situações cada vez mais graves.

Podemos falar em cinco tipos de risco distintos: (i) operacional; (ii) estratégico; (iii) financeiro; (iv)na gestão do conhecimento; e, (v) legal, de imagem e de conformidade.

OS PRINCIPAIS RISCOS NAS MPEs

Pesquisas apontam que os riscos que mais ocorrem em pequenas e médias empresas são: aumento da competitividade, funcionários que vão para os concorrentes, novas demandas dos clientes, poucos dados mercadológicos, absenteísmo e rotatividade de mão-de-obra.

Além dos citados acima temos ainda:

  • O descumprimento de normas trabalhistas e de segurança pelos funcionários;
  • Alteração nas taxas de juros e nos tributos;
  • Falhas no sistema de tecnologia;
  • Alterações jurídicas e regulamentares;
  • Não cumprimento de legislação ambiental

Por exemplo, em uma pequena construtora, um funcionário que não use os EPIs, pode trazer um grande prejuízo para a empresa, caso ocorra um acidente.  Esse é um risco muito presente no dia a dia desse segmento empresarial.

AUDITORIAS DE PROCESSOS E AVALIAÇÃO DE RISCOS:

“Quais os recursos mais importantes de sua empresa? E o que teria maior impacto se esse recurso fosse comprometido?”

Ao responder essas duas perguntas começamos a identificar os pontos fracos. Esse é o primeiro passo. Em seguida, montamos planos de contingência para corrigir as vulnerabilidades identificadas.

Uma auditoria de processos é uma avaliação com a percepção de quem está “de fora”. Ela é fundamental para proteger itens valiosos e muitas vezes insubstituíveis como infraestrutura, pessoal, propriedade intelectual, servidores e estrutura de TI, Imagem e todas as outras informações digitalizadas.

Os auditores de processos são treinados para identificar os elos fracos, trazendo uma visão não influenciada pela política da empresa ou quaisquer itens internos conhecidos, que podem comprometer a avaliação dos vários tipos de risco aos quais a empresa esteja submetida, apresentando um conjunto de recomendações adequadas a cada situação.

A Siqueira & Associados faz auditoria de processos alinhada ao conceito COSO – The Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission – integrando as áreas de Controladoria e Auditoria Interna.

Sobre Siqueira

• Auditor Independente e Consultor Empresarial, tendo iniciado a carreira em São Paulo, há mais de 35 anos • Sócio da Siqueira & Associados – Auditores e Consultores • Delegado do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, para o Paraná • Acadêmico da Academia de Ciências Contábeis do Paraná • Membro do Conselho Fiscal de Entidades • “Advisor” para Membros do Conselho Fiscal • Certificação internacional para IFRS, pela IACAFM • Professor de Auditoria e Controladoria
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